Arquivo mensal de março 2005

Os efeitos do novo código da estrada

terça-feira, 29 de março de 2005 @ 11:05

Passado o efeito novidade, será que este novo código vai ajudar a resolver os problemas da sinistralidade rodoviária?

Será que se vai deixar de ver, por exemplo, carros a "voar baixinho" nas auto-estradas, ou carros mal estacionados?

Estou convencido que não! Pelo menos se se mantiverem os níveis de fiscalização praticados até agora. Senão, atente-se nos resultados da operação Páscoa deste ano: "registou um decréscimo em todas as vertentes, número de mortos, feridos graves, feridos ligeiros e acidentes".

Aparentemente os factos vão contra o que eu disse atrás, mas atentemos nos três factores principais indicados: "o reforço do patrulhamento das estradas por parte da GNR, a aplicação do novo código da estrada e uma maior consciencialização dos condutores perante os avisos divulgados nos últimos dias".

O factor que é apontado logo à cabeça pelas autoridades para este resultado é o patrulhamento. Ou seja, enquanto não tivermos as estradas devidamente fiscalizadas, a barbárie vai continuar.

Só em situações muito especiais é que se pode contar com a colaboração dos automobilistas, porque em situações normais, os portugueses ao volante são verdadeiros assassinos.

5 dias

terça-feira, 29 de março de 2005 @ 10:08

Depois de 5 dias de descanso puro, cá estamos de volta à vidinha habitual, agora talvez com mais um bocadinho mais de tempo para a blogosfera.

Frango de churrasco a 19%

terça-feira, 29 de março de 2005 @ 10:00

Ontem fui a uma churrasqueira buscar um frango de churrasco para levar para casa. Como é habitual, pedi factura (sim, porque se não se disser que se quer a factura, nunca nos dão a dita).

Ao chegar ao carro,e por casualidade, olhei para a factura. Qual não foi o meu espanto ao ver que o frango de churrasco é tem uma taxa de IVA a 19%!!!

E já agora, alguém que me explique porque é que as batatas fritas são taxadas de modo diferente, a 12%.

Ângulo recto

quinta-feira, 17 de março de 2005 @ 10:30

Ontem à noite, sentado na sala, via o concurso "Um contra todos" na RTP1. A concorrente, professora de físico-química, escolhe uma pergunta fácil sobre ciência.

Para quem não conhece o concurso, para cada pergunta, é apresentado ao concorrente um tema para o qual este tem que decidir se quer uma pergunta fácil ou difícil (desconheço o critério de categorização das perguntas, mas também para o caso é irrelevante). Depois de escolhido o grau de dificuldade é feita uma pergunta e são apresentadas três possíveis respostas, entre as quais está a resposta correcta.

Voltando à concorrente de ontem, tendo então escolhido uma pergunta fácil, a pergunta a que tem que responder é "Quantos graus tem um ângulo recto?" e as respostas possíveis eram:

  1. 90º
  2. 270º

Se eu acho pouco compreensível que qualquer pessoa não saiba a amplitude de um ângulo recto, fico completamente escandalizado quando a pessoa em questão é professora de físico-química.

Uma das perguntas que me ocorre é como é que esta professora consegue dar aulas de física?

11-M

sexta-feira, 11 de março de 2005 @ 14:28

Um post muito curto - demasiado curto - em memória das vítimas dos atentados de há um ano em Madrid.

Porquê pedir sempre um recibo?

quinta-feira, 10 de março de 2005 @ 18:39

Recebi por e-mail o texto que a seguir transcrevo. Não é novidade para ninguém, mas ponho-o aqui, porque às vezes convém lembrar.
Porque não podemos continuar a poupar dinheiro a quem vive dos impostos que nós pagamos, sem pagar os seus!

Quando não exige um recibo - que por lei lhe devia ser entregue, ao invés daquela habitual pergunta viperina " Quer recibo?" - está, de facto, a poupar ao infractor 19% de IVA mais a parcela dos 20 a 40% de IRC que deveria pagar mas não o fará porque, obviamente, se esquivou aos documentos respectivos.

Em números médios ele tem uma vantagem - na fuga aos impostos - de 25 a 30% do total pago além de, neste preço, já ter incluído a respectiva margem.

E nós, que não podemos fugir aos impostos, pagamos os nossos e, como ao Estado esse dinheiro já não chega, vamos também sofrer a sós o agravamento dos mesmos porque, as pessoas que diariamente nos vendem refeições, livros, perfumes, fatos, sapatos, portas, janelas..., nunca passam recibos!

Ou seja, pagamos os nossos impostos e temos de pagar também o que outros - vivendo das nossas compras - não pagam, por se esquivarem aos devidos recibos.

Vamos, a partir de hoje exigir sempre recibos. De tudo. Veremos se o deficit se reduz ou não...

Estou babado

sexta-feira, 04 de março de 2005 @ 10:55

A C vai participar numa peça de teatro na escola, e a música para a peça foi ela que a inventou (a C não tem conhecimentos de música para se poder dizer que a compôs). A letra da música, um poema relacionado com o tema da peça - o ambiente - também é da autoria dela.

Ontem estava entusiasmada e orgulhosa por esse facto. Tanto, que fez questão que fosse a mãe a contar-me isto, em vez de ser ela a contar-me, como é costume acontecer.

Desabafo místico

terça-feira, 01 de março de 2005 @ 14:17

Se há coisa que me irrita é enganarem-me conscientemente.