Palhaçada
Além desta dependência dos media, a opção de passar para o papel a combinação, em vez de o colocar numa dimensão de acordo de cavalheiros, demonstra que há uma clara falta de confiança entre os "parceiros", que ignora o facto de os portugueses poderem julgar por eles próprios um eventual romper unilateral do acordo, com todas as consequências políticas que daí adviriam.
Não gosto, por uma questão de princípios, que quando a palavra de uma pessoa é suficiente, se passe um acordo para o papel: demonstra (mais uma vez) falta de confiança. Vindo de políticos, o caso reveste-se de adicional importância, porque estamos a falar de pessoas que em matéria de princípios deviam estar acima de suspeita. Mas não, assumem que são mentirosos e aldrabões e por isso têm necessidade de passar o acordo para o papel.
Depois de uma tão grande demonstração de desconfiança recíproca, e qual cereja no topo do bolo, dão um grande e efusivo abraço, como se tal reforçasse o acordo e a comunhão de ideais. Que não existe!
Por isto, aquilo que vi anteontem não passou de uma palhaçada, levada à cena por maus palhaços.
domingo, 19 de dezembro de 2004 @ 23:38
Mas que outra coisa nos proporcionaram estes dois lideres senão uma autêntica palhaçada nos seus actos governativos, aliás não será em vão que o acordo estabelecido com este relevo noticioso a que se prestou a comunicação social, vai ser contemplado com uma tremenda vassourada
eleitoral nos seus protagonistas.
sábado, 18 de dezembro de 2004 @ 17:44
Jazzy , ao fim destes anos ainda consegue acreditar que os politicos podem ser pessoas acima de suspeita,em materia de principios...?! :)Já leu hoje no expresso que a santana tem com ele uma unidade de cuidados intensivos,havendo apens duas no país, e tem mais seguranças que o Sharon?Ainda pensa que têm principios.....perante isto, o teatro de assinar um acordo ,em pleno telejornal ,encaixa:)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2004 @ 22:12
Palhaçada?!
Aceito... mas é uma palhaçada muito bem feita...
Um abraço,
Francisco Nunes